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11 de set de 2011

Cortes para o amor (parte 2)

Eu - Sim

O sinal bateu, e fomos para a sala. Na saída fui correndo para casa me arrumar. Para a minha surpresa minha mãe estava bêbada e com o olho roxo. Eu preocupada, perguntei o que tinha acontecido e ela me respondeu:

Mãe - Vai tomar conta da sua vida!

Eu - Mãe quem fez isso com você?

Mãe - Não me chame de mãe. Eu não sou sua mãe. Eu nem te conheço.

Eu peguei ela e coloquei de baixo do chuveiro. Dei um remédio a ela, e coloquei no quarto, pra descansar um pouco. Fiquei pensando e quando olhei no relógio, já estava perto da hora de nos encontrarmos. Fui correndo me arrumar. Normalmente depois de presenciar minha mãe bêbada, eu me cortaria. Mas desta vez eu nem olhei para a gilete. Quando estava pronta, recebi o telefonema dele.

Eu - Oi! Eu já estou quase pronta...(ele me interrompe)

Ele - Desculpa, mas não vai dar para eu ir. Vou buscar minha namorada no aeroporto.

Eu não falei mais nada, e desliguei o telefone. E fui dormir.
Na manhã seguinte ele aparece na minha porta, e pergunta:

Ele - Por que você não foi?

Eu - Recebi seu telefonema, você disse que foi buscar sua namorada no aeroporto.

Ele - Que? Como assim? Que namorada?

Eu - Você quem deveria saber...

Ele - Eu não tenho namorada nenhuma!

Eu - ...

Ele - Eu juro!
Acredita em mim?!

Eu - Eu... Acredito...

Ele - Então... Posso te pegar as 7h?

Eu - (com um meio sorriso no rosto) Sim!

Ele me leva pra escola. E quando eu estava pegando meu livro no armário, um dos jogadores joga um suco de maracujá no meu rosto, e diz:

O Jogador - Suco de maracujá para acalmar os nervos, Esquisita!

[Esquisita é como me chamam na escola. E tenho certeza que não é um apelido carinhoso.]
A escola inteira me viu, levando suco de maracujá no rosto. E para completar o meu dia, na hora do recreio uma Líder de torcida, me diz:

Ela - Você acha mesmo que ele gosta de você?
Ele e os garotos fizeram uma aposta.

Eu - Que aposta?

Ela - Disseram que ele não conseguiria sair com você. E ele aceitou o desafio. Quando a noite terminar, ele vai ganhar a aposta. E vai fingir que não te conhece, como sempre fez.

Eu fique triste e com muito raiva. Ele me enganou esse tempo todo. Ele me fez de boba.
A noite ele aparece na minha casa e toca a campainha. Eu não atendi. Ele viu que tinha alguém em casa. Ele chamou, chamou e nada de eu atender.
Na escola, ele perguntou:

Ele - Eu sei que você estava em casa. Por que você não atendeu?

Eu - Foi bom perder a aposta?

Ele - Como você sabe da aposta?

Eu - Por que você fez isso?
Por que você gosta de fazer as pessoas sofrerem?

Ele - Antes era por causa da aposta. Mas depois eu percebi que gosto de você de verdade!

Eu - Se você gostasse de mim de verdade, teria me dito antes.

Ele - E você iria entender?

Eu - Talvez não. Mas pelo menos eu saberia da sua boca, e não da boca dos outros.

Fui para a casa. E não consegui fazer nada. Não consegui pensar em nada.

CONTINUA


PS: Estou muito triste pela saída da Bibi do blog.

(Nanda Oly)

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